Foram nove os textos do 6º C que seguiram a semana passada para o Concurso «Uma Aventura…Literária 2010», promovido pela Editorial Caminho.
Subordinados ao tema ” Uma aventura”, durante algumas aulas os alunos criaram os seus próprios heróis e “meteram-nos em trabalhos” ou imaginaram novas peripécias para serem vividas por heróis já bem conhecidos doutras aventuras. Por vezes, foi até difícil que alguns de “libertassem” das influências recebidas através de leituras recentes ou mesmo de algum filme mais emocionante exibido recentemente nas nossas salas de cinema…
E como todos gostam de uma boa aventura, aqui ficam as primeiras três…
Lígia Lima, professora de Língua Portuguesa
UMA AVENTURA EM S. PAULO
Há alguns anos atrás, um grupo de amigos constituído pelo Mateus, pelo João,
pela Mariana e pela Joana, participou num concurso Sumol e todos ganharam uma viagem a São Paulo, no Brasil.
Quando lá chegaram, ficaram fascinados com a cidade por ser tão grande. Ao chegarem ao hotel, decidiram que os rapazes ficariam num quarto e as raparigas noutro.
Como tinham levado o dinheiro que andavam a poupar, foram andar de “asa delta” e tiveram sorte, pois os rapazes já sabiam direccionar aquilo. Cada rapaz levou uma rapariga e sobrevoaram São Paulo. Durante algum tempo sobrevoaram o mar.
Enquanto sobrevoavam a cidade, repararam que um grupo de homens estava a roubar uma mala a uma senhora, mas como é óbvio, não puderam fazer nada.
Depois de chegarem à praia foram dar um mergulho e voltaram para o hotel.
Nessa noite havia um leilão no hotel e eles foram espreitar.
Entraram dentro de uma sala e esconderam-se. Havia uma porta ao lado, o Mateus caiu e ficou com a cabeça do outro lado. Então reparou num monte de caixas que diziam “Pele de Cobra”, “Ouro”, “Diamantes”, “Amazónia” e ele pensou que só podiam pertencer a contrabandistas.
Chamou os amigos e entraram todos lá para dentro. Nisto, veio uma brisa que fechou a porta e os amigos assustaram –se. De repente, abriu-se uma porta do outro lado da sala e a Mariana reconheceu os homens. Eram os mesmos do roubo da mala e traziam um caixote cheio de objectos roubados. O grupo de amigos escondeu-se o mais depressa possível e a Joana reparou que eles se tinham engravatado como os empresários.
O João apercebeu-se que um deles entrara na sala de leilões e levava a mala lá para dentro, o Mateus saiu, espreitou para dentro da sala e viu que eles estavam a leiloá-la.
Chamou os amigos e ligou à polícia que veio de imediato. Eles contaram o que tinham visto quando estavam a andar de “asa delta” e que tinham reconhecido os mesmos homens ao espreitarem para dentro da sala de leilões. Então, o Mateus que entretanto tinha caído, viu as caixas e depois os ladrões a entrarem na sala, o grupo de amigos muito assustados, foi saindo aos poucos.
Depois, o chefe da polícia perguntou como os poderia recompensar, eles pensaram muito bem e decidiram que queriam um apartamento T4 com vista para o mar.
E assim, os quatro amigos puderam ficar mais um mês no Brasil!
António Carriço, Nº 3 – 6º C
UMA AVENTURA NA PRAIA
Num dia de sol, estava eu na praia com os meus amigos João, Raquel e Susana. Eu, o João e a
Susana fomos dar um mergulho, enquanto a Raquel se bronzeava para ficar gira para os rapazes.
Quando chegámos à toalha para nos secarmos, reparámos que a Raquel não estava lá e começámos a ficar preocupados. Eu pus a hipótese de ela ter ido ter com rapazes; a Susana pôs a hipótese de ela se ter ido embora e não se ter lembrado de nos avisar; e por último o João pôs a hipótese de ela ter sido raptada. Quando o João colocou esta hipótese, fez-se um momento de silêncio…
- Acho que é melhor deixarmos isto tudo para amanhã, pois já se faz tarde – disse eu.
- Concordo-afirmou o João.
- Está bem, encontramo-nos na padaria em frente à casa da Raquel, pois é muito possível ela estar já neste momento a ver televisão no sofá.
E assim foi, deixámos para outro dia a investigação.
No dia seguinte, lá estávamos todos reunidos em frente à casa da Raquel. Tocámos à campainha e apareceu-nos uma senhora muito bonita.
- O que é que querem, meus meninos? – perguntou a senhora.
- Nós queríamos saber se a Raquel está em casa.
- Não! Eu pensava que ela tinha ficado em casa da menina Carolina!- exclamou admirada.
- Claro que ficou em minha casa!– disse eu com as bochechas vermelhas. – Mas deve ter saído sem eu dar por isso… Que tontice a minha! – acrescentei.
- Então adeus! – disse a senhora.
- Adeus! – dissemos em coro.
Quando chegámos à praia para procurarmos o rasto da Raquel, percorremos toda a praia excepto o lado esquerdo pois tinha fama de se chamar “O Lado dos Infernos”.
- Vamos – disse o João.
- Não, tenho medo! – exclamou a Susana.
O João puxou-a por um braço e seguimos o nosso caminho. Procurámos…procurámos até que vimos uma sombra. Aproximámo-nos e …não era mesmo a Raquel!?
- O que é que te aconteceu? – perguntei eu espantada por vê-la.
- Nada! Espera, onde estão os rapazes? – perguntou a Raquel.
- Quem? Os raptores?– perguntei eu.
- Esqueçam, estava só a sonhar! Já vos disse que estas pedras são boas para dormir? -perguntou ela com ar de gozo.
Quando a Susana já estava preparada para lhe bater, eu disse logo:
- Nem penses! Bem, o que interessa é que estás bem.
E assim ficámos felizes!
Carolina Morgado Carvalho nº4- 6ºC
Uma Aventura Estranha
Esta aventura começa numa noite quente, sem vento, e com as personagens a prepararem-se para dormir.
- Boa noite…
- Mãe, …mas essa passagem nunca foi descoberta?
- Carolina, é só uma história, não quer dizer que exista mesmo um tesouro e uma passagem da nossa praia para essa ilha!
- És mesmo criancinha, Carolina, não vês que são tudo invenções? – comenta o André com ar de troça.
- Vá, meninos, já chega, vão dormir! Boa noite – diz o pai.
A Carolina ficou convencida de que não era apenas uma história, mas isso é o que vamos descobrir…
Na manhã seguinte, depois de estarem despachados, a Carolina e o André foram ter com a Margarida.
- Olá a todos! – exclama a Margarida.
- Olá, vamos é depressa para a praia! – diz a Carolina entusiasmada.
Quando chegaram à praia, a Carolina estendeu a toalha e foi a correr para o mar. Dando um salto para a água, não é que vê o tesouro mesmo à sua frente?
- Encontrei a caixinha que deve ter o tesouro! – grita ela.
- Nós não somos parvos!
- André, não sejas resmungão e vamos ver! – respondeu-lhe a Margarida.
Quando entraram todos na água, viram que a Carolina tinha dito a verdade. Ficaram estupefactos! A Margarida reparou que havia uma espécie de maçaneta na caixinha e, quando a puxou para baixo, sentiram uma corrente a puxá-los.
Ao aperceberem-se onde estavam…não queriam acreditar no que viam! À sua frente tinham uma ilha deserta com a água mais límpida que alguma vez viram, peixes e plantas maravilhosos, um céu azulíssimo com o sol a espreitar, uma brisa suave que sabia tão bem num dia tão quente, escorregas e piscinas naturais, uma floresta linda, enfim, não havia como descrever tal beleza!
- Olha, golfinhos! – gritaram todos em coro.
- Vamos lá nadar com eles! – propôs o André.
- Margarida, vens? – pergunta-lhe a Carolina. Mas ninguém respondeu. Onde teria ela ido? Será que fora raptada? Mas para alívio de todos…
- Venham lá, a água é tão quentinha, e os golfinhos são super meigos! – gritou-lhes a Margarida.
O dia que passaram foi maravilhoso! Nadaram, escorregaram nos escorregas, brincaram, fizeram tudo e mais alguma coisa!
Quando quiseram voltar, mergulharam e carregaram na maçaneta. Na ilha já estava a escurecer e tinham passado umas boas horas de diversão, mas algo de estranho aconteceu…
- Foi tão divertido! – exclamou a Margarida.
- Pois foi, mas lá, passaram horas, e aqui, só passaram cinco minutos! –comentou a Carolina.
- Isto é um mistério por descobrir! – disse o André, armando-se em esperto.
Os três amigos divertiram-se bastante, mas agora na praia. Jogaram futebol, badmington, à apanhada, às escondidas, nadaram…
Só que …parecia-lhes que alguém os andava a espiar…
Já de volta para casa, um homem seguiu-os e agarrou na Carolina. Todos entraram em pânico. A Margarida começou aos berros e o homem só a mandava calar.
- Agora contem-me tudo sobre a ilha e porque é que vocês conseguiram entrar e eu não – quis saber o homem.
- Nós não sabemos de nada…- respondeu-lhe a Margarida.
- Não se armem em espertinhos! – ameaçou o homem.
O André, durante a confusão, conseguiu fugir e chamar a polícia.
- Mão ao ar! Pensavas que ias fugir por muito mais tempo? Vais mas é para o manicómio!- exclamou um polícia algemando o homem.
- Mas esse homem é maluco? – pergunta o André, troçando.
- Mais ou menos. Está convencido que na praia há uma passagem para uma ilha, e que há lá um tesouro! – respondeu o polícia.
Os amigos entreolharam-se e perceberam que afinal havia mesmo um tesouro, mas na ilha, algures escondido.
Quando chegaram a casa, contaram aos pais, que não acreditaram.
- Vocês têm é uma imaginação muito fértil! – disseram os pais
A verdade é que eles realmente viveram aquela aventura, e que só conseguiram ir à ilha duas vezes naquele Verão…
Mariya Marchenko, nº 21- 6ºC