«Uma Aventura…Literária 2010»

Na sequência de notícia anterior, aqui ficam mais três aventuras do 6º C que foram enviadas ao Concurso «Uma Aventura… Literária 2010» E desta vez nem o Ministério da Educação escapou às peripécias…

 

UMA AVENTURA NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO  

 

Finalmente tinha chegado o dia em que a minha turma ia visitar o Ministério da Educação. De manhã, bem cedo, estava eu, os meus colegas e as minhas professoras de Estudo Acompanhado, a professora Lígia e a professora Vitorina, prontos para partir à aventura.

No autocarro iam alguns colegas a ouvir música, outros a conversar e outros ainda a dormitar.

Passado algum tempo chegámos ao Ministério da Educação e quem nos veio receber foi a secretária da ministra.

Após as apresentações, a secretária mostrou-nos a sala de reuniões, os escritórios, a biblioteca e, no final, também apresentou a ministra Isabel Alçada.

A ministra levou-nos até à sua sala e conversámos todos acerca do que achávamos que deveria melhorar nas escolas. Falámos, falámos e falámos… e no final a senhora ministra deixou-nos à vontade para explorarmos mais um pouco daquela instituição.

Formámos grupos para não nos perdemos naquele edifício enorme. Então, o grupo da Inês, da Beatriz, da Carolina e da Margarida foi ao local onde estavam os nomes das escolas do país; o grupo do Pedro, do António e do João foi aos escritórios saber quais os próximos eventos que se iriam realizar; o grupo do Miguel, do Francisco e do Gonçalo foi à biblioteca; o meu grupo vagueou, vagueou pelo Ministério, até que encontrámos uma sala que só tinha papéis e a colecção toda dos livros: «Uma aventura… ». A Rita, muito curiosa, começou a remexer os papéis e encontrou a autorização de publicação do próximo livro.

Quando a Rita pegou no papel, chamou-nos logo e disse que tinha na mão um papel importantíssimo. A Mariya não estava a acreditar naquilo que via… Então, tirou o papel das mãos da Rita, dobrou-o e pô-lo no bolso das suas calças. Saímos da sala e fomos até ao pé das professoras, como se não tivesse acontecido nada.

Ao chegarmos à sala, já estavam todos à nossa espera, pois íamos embora. Despedimo-nos da ministra e da sua secretária e partimos para a escola.

Chegámos à escola por volta da hora do lanche e fomos para casa.

A Mariya, quando chegou a casa, tomou um banho e meteu as calças para lavar esquecendo-se que tinham o papel da autorização. Depois de tomar banho, de se vestir e de lanchar, lembrou-se do papel, mas nessa altura já era tarde demais, pois a mãe já tinha ligado a máquina e o papel já estava todo desfeito.

No dia seguinte, na escola, a Mariya contou-nos o que lhe tinha acontecido, pedindo-nos que guardássemos segredo. E assim  fizemos. Guardámos segredo, até ao dia em que a Mariya ganhou coragem e contou tudo à professora de Português. A professora compreendeu a história e disse que a Mariya tinha de telefonar para o Ministério da Educação e contar à ministra tudo o que tinha sucedido naquele dia.

Após a aula, a Mariya e a professora foram telefonar à ministra Isabel Alçada e esta respondeu-lhes que já tinha reparado que lhe faltava um papel, mas que não tinha importância pois era uma cópia. Em seguida a Mariya veio ter connosco e contou-nos acerca do telefonema. Depois dessa conversa ficámos mais aliviadas do que nunca, e prometemos à professora Lígia que não se voltava a repetir.

                                   Francisca Albano Coutinho nº7-  6ºC

 

NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TUDO PODE ACONTECER…

Foi numa tarde de Verão que tudo aconteceu!

     A Teresa e a Luísa estavam muito aborrecidas por não verem os rapazes há muito tempo. A Teresa decidiu ligar ao Pedro e a conversa desenrolou-se assim:

     – Olá, Pedro! Temos de combinar alguma coisa para esta tarde. Eu e a Luísa não aguentamos mais sem uma aventura e o clima aqui em casa não está muito agradável -disse a Teresa.

     - Podemos aproveitar para ir ao Ministério da Educação. Não te esqueças que temos de fazer aquela entrevista de Área de Projecto, para concluirmos o  trabalho logo no inicio do próximo ano lectivo e até pode ser que se sinta no ar o cheiro de aventura – sugeriu o Pedro a rir.

       - Está bem! Vou contar à Luísa, e por favor liga tu ao João e ao Chico. Beijos.

      A Teresa foi contar à Luísa e por sua vez o Pedro ligou aos rapazes, João e Chico.

      Quando acabaram de almoçar encontraram-se no bar “Praia Mar”. Era um bar simples, com uma dúzia de mesas e com uma vista espectacular para o mar.

      Depois de terem bebido qualquer coisa, prosseguiram caminho para o Ministério da Educação. Pararam um pouco antes de entrarem naquele enorme edifício. Encheram-se de coragem, respiraram fundo umas dez vezes, deram três pulinhos para descontrair e por fim lá entraram. Assim que passaram a porta, pareceu-lhes logo que havia algum alvoroço…

      Foram recebidos pela secretária da Ministra da Educação que os avisou que não era um dos melhores dias para visitas, pois a Ministra tinha caído e tinha ficado mal, sendo necessário transportá-la ao hospital. Os amigos permaneceram calados durante alguns segundos e, de repente, ouviram a sirene da ambulância, que já levava a senhora Ministra.

      Foi então que o Pedro perguntou à secretária, virando-se para ela:

      - Para que Hospital vão? Nós também queremos fazer-lhe companhia, pois a senhora parece estar muito nervosa.

       - Vamos para o Hospital da Cruz Vermelha. Querem boleia?

       - Agradecemos muito! – exclamou o Chico.

     No caminho, a secretária recebeu um telefonema do Primeiro-ministro que a fez ficar calada e carregar no acelerador.

      Chegados ao Hospital, de passo apressado, com o dossiê debaixo do braço, a secretária tentava chegar junto à Ministra da Educação, esquecendo-se dos jovens.

     Iludindo a vigilância dos seguranças, um homem estranho aproximou-se da secretária, dando-lhe um encontrão, e começaram a voar papéis por todo o lado. Os cinco aproximaram-se e ajudaram-na a juntar os documentos.

     De repente, a secretária grita desesperada:

     - Onde está? Onde está?

     - Falta alguma coisa? – pergunta a Teresa admirada.

     - Sim, o que a Ministra tem de assinar, agora! É urgente! O que dirá a Editora? O que dirão os telejornais e os jornais e os professores e os pais e os alunos? Oh, meu Deus! – exclama a secretária aflita.

      Perplexas, as gémeas tentaram acalmar a agitadíssima senhora, enquanto o Pedro, o Chico e o João se separavam pelos corredores infindáveis, à procura do ladrão.

     Através de um espelho, viram o homem que dera o encontrão à secretária. O ladrão dobrava cuidadosamente os documentos colocava-os no bolso da algibeira.

     Sorrateiramente, o Pedro denunciou-o aos seguranças e, para grande espanto de todos, quando o homenzinho se viu rodeado, encolheu os ombros dizendo:

     – Já descobriram tudo? Paciência! Eu não queria fazer mal a ninguém. Só queria ficar famoso e ganhar algum dinheirito vendendo este livro directamente à Editora, como se tivesse sido eu a escrevê-lo, percebem? E para que quer uma Ministra o manuscrito da próxima Aventura ?!  Para que lhe serve num Ministério um livro de aventuras? Para nada! Para nada!

     Coitado! Afinal, parece que o homem não regulava muito bem da cabeça…

     No final do dia, regressaram a casa, não sem antes combinarem uma outra ida ao Ministério da Educação para fazerem a tal entrevista…

 Maria Margarida Graça, nº 18- 6º C

UMA AVENTURA NA NEVE

Num dia de muito frio, eu e os meus primos, o João e o Zé, decidimos ir para a Serra da Estela.

Quando chegámos, O Zé sugeriu que fizéssemos um boneco de neve. Passámos a tarde toda à procura de uns bons paus que servissem para os braços do nosso boneco, até que acabou por escurecer.

O João, que era o mais velho, começou a ficar preocupado. Tínhamos de ir para casa. Então, naquela escura e fria noite, começámos a andar à procura do caminho certo.

Eu estava cheia de frio (acho que não era a única) e comecei a pensar numa solução para regressarmos rapidamente a casa. “ Podíamos seguir as pegadas que deixámos para trás…” Olhei para trás e não vi nada, por isso continuámos a  andar, sem saber por onde íamos.

Estávamos quase a adormecer, ali, no meio da neve e, quando demos por nós, o Zé, que era o mais novo, tinha desaparecido.

O João pensou que, se nos separássemos, encontraríamos o Zé mais depressa. Eu respondi que não, pois assim também nós nos perderíamos.

Continuámos a caminhar e encontrámos o Zé debaixo de um pinheiro. Aproximámo-nos dele e reparámos que tinha adormecido de cansaço. O João pegou nele ao colo e continuámos o nosso caminho.

Mais à frente, encontrámos uma cabana com um velhinho à porta. Perguntámos-lhe se podíamos passar lá noite e o velhinho disse que sim, mas como tinha apenas uma cama a mais, tivemos que dormir os três na mesma cama.

No dia seguinte, eu e o João acordámos com o Zé aos saltos na cama. Olhámos pela janela na esperança de estar tudo iluminado pelo sol. Estávamos muito enganados, pois estava uma tempestade nunca antes vista. O céu estava escuríssimo e, quando saímos de casa, tínhamos neve até à cintura, por isso voltámos logo para casa do velhinho.

Enquanto a tempestade não passava, jogámos com umas cartas que o velhinho lá tinha.

Passaram horas e horas e a tempestade não passava. Estávamos muito aborrecidos e preocupados com os nossos pais. Até que o velhinho teve de sair de casa e não nos deixou ficar ali sozinhos.

Mal saímos de casa, a tempestade ficou pior e o Zé até ficou enterrado. Para o tirarmos da neve, tivemos de fazer um buraco à volta dele.

Quando já não podíamos andar mais, encontrámos um pinheiro, que já tínhamos visto uma vez ou outra, e subimos lá para cima, para escaparmos à neve.

A tempestade ficava cada vez pior, e tínhamos que tentar regressar antes que a neve nos chegasse ao pescoço.

Tanto andámos, que encontrámos uma outra árvore que nos era familiar. Era a figueira onde brincávamos no Verão, mas agora estava cheia de neve. Todos pensámos que estávamos perto.

Continuávamos cheios de frio quando, de repente, vimos o jipe da minha mãe passar por nós, mas ela não nos viu pois nós estávamos quase enterrados na neve. Tentámos correr atrás do carro, mas não correu lá muito bem porque tínhamos as pernas enterradas. Por isso, seguimos os faróis e o rastro do carro, apesar de estar nevoeiro. E foi assim que conseguimos regressar.

Após o ralhete de meia hora pelos adultos, fomos compensados de estarmos dois dias perdidos na neve, com um saboroso chocolate quente.

 

                                             Matilde Afonso, Nº 22 – 6º C

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