Na passada Terça-feira, dia 17, fomos em Visita de Estudo ao Panteão Nacional e Museu da Música, em Lisboa. 45 jovens das turmas A e D do 6º ano e 4 professores uns mais jovens do que outros , mas todos cheios de jovialidade…

A igreja foi alvo de um roubo, em 1630, e de tal viria a ser acusado um fidalgo, de seu nome Simão Solis, que por ali tinha sido visto a rondar… pois era habitual encontrar-se com Violante, uma jovem freira condenada à vida no convento, por ordem de seu pai, que não estava nada de acordo com os seus amores. Coisas de outros tempos…Condenado à morte na fogueira, e não querendo denunciar a sua amada, no momento em que já o fogo queimava o seu corpo, Simão gritou que era tão certo morrer inocente como as obras da igreja nunca mais acabarem… (E assim foi…)
O altar e o órgão

Mais tarde, o verdadeiro ladrão confessou o seu crime e pediu perdão a Violante que lho concedeu.
Quanto à igreja, acabaria por ruir por duas vezes, tendo passado por sucessivas obras de reedificação que se foram prolongando no tempo, levando a que ainda hoje se diga de qualquer processo muito demorado que “parecem as obras de Santa Engrácia…”.
A igreja adquire o estatuto de Panteão Nacional em 1916 e é considerado uma das mais belas representações do nosso barroco.
O Panteão acolhe os túmulos de vários presidentes da República e de escritores, nomeadamente: Manuel de Arriaga, Almeida Garrett, João de Deus, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Sidónio Pais, Óscar Carmona e Aquilino Ribeiro, o último a ser sepultado no Panteão, em Setembro de 2007. As excepções são Amália Rodrigues e Humberto Delgado.
Como Panteão, a igreja acolhe ainda os cenotáfios de figuras da História de Portugal, tais como: Vasco da Gama, Infante D. Henrique, Nuno Álvares Pereira, Luís de Camões, Afonso de Albuquerque e Pedro Álvares Cabral.

Um plano picado( B.D.)
E após este “banho” de cultura, seguimos para o Parque da Nações, para o nosso piquenique que a fome já apertava… 
Da parte da tarde esperava-nos outra boa surpresa – o Museu da Música! Mas isso fica para outro dia …
Lígia Lima, professora do 6º D

